Não é segredo que a tecnologia revolucionou o dia-à-dia das empresas e do próprio cidadão. Desde que a Internet se tornou numa ferramenta ‘mainstream’ que as novas tecnologias têm trazido impactos transversais na sociedade, através de mudanças constantes que promovem novos conceitos e dinâmicas.

Estamos a viver um momento histórico na humanidade onde a mudança está presente a cada instante ao lado dos grandes avanços científicos e tecnológicos. A máquina e o progresso técnico trouxeram novas formas de produção industrial e de comércio em massa. Da mesma forma que a revolução industrial provocou profundas alterações na sociedade, a revolução tecnológica tem alterado sobremaneira as práticas culturais, a redefinição do trabalho e democratização da informação.

Cada época vivida pela humanidade tem características próprias. E, em cada época, sempre houve aspetos positivos e negativos. Hoje, os efeitos da tecnologia têm uma forte penetrabilidade na existência cotidiana dos Cidadãos e da coletividade.

São muitos os exemplos positivos da tecnologia no nosso dia-à-dia. Entre eles, tem facilitado o processo de transferência de conhecimento, tem aumentado a eficácia e a eficiência organizacional e uma série de facilidades por meio do trabalho remoto (Coworking e teletrabalho), aspetos muito positivos que devem ser massificados na nossa sociedade em prol do real desenvolvimento do nosso País.

No entanto, também precisamos discutir mais seriamente os impactos negativos da tecnologia, como a dependência excessiva de dispositivos eletrónicos, perda de privacidade, exposição nas redes sociais o que traz graves riscos à privacidade e à segurança dos cidadãos, situação aproveitada pelo crime organizado no intuito de engendrar estratégicas com a intenção de causar dano, ameaça e/ou violência para extorquir valores.

Ora, o fenômeno da globalização com a Tecnologia da Informação aliada aos avanços das telecomunicações trouxe uma nova concepção de estruturação da Sociedade. A complexidade dos tempos atuais, onde se mistura e se convive realidade e virtualidade, permeiam a sociedade contemporânea.

Na Educação, a nova geração tem impulsionado transformações na própria estrutura educacional existente. A escola tradicional já não mais corresponde aos anseios da formação do Cidadão ‘Planetário’ sendo que, efetivamente, toda a sociedade respira mudança como paradigma da escolaridade. Na Saúde, as novas tecnologias têm tido um papel fulcral trazendo uma esperança para alcançar a cura de doenças antes consideradas incuráveis e permitiu também o desenvolvimento de próteses para pessoas com deficiência físicas. No trabalho, a Tecnologia é responsável pelo aumento da eficiência facilitando o desempenho das tarefas e serviços pelo acesso rápido à informação em tempo real.

Os cidadãos estão se estruturando em torno das novas tecnologias, cujos impactos podem ser observados no cotidiano. A Tecnologia nas atividades humanas está a criar novos paradigmas nos cidadãos não só da nova concepção do próprio Cidadão na sociedade, mas também da sua capacidade interativa cívica, cultural e política como alavanca para novas formas sociais de cooperação e colaboração.

Hoje podemos dizer que hoje tudo está à distância de um ‘click’ e se prevê que as mudanças que iremos assistir serão ainda mais rápidas, pela forma como o conhecimento adquirido passará à prática, bem como a sua partilha a baixos custos.

A tecnologia está sempre presente nas nossas vidas, dos dispositivos que carregamos em nossos bolsos até grandes sistemas que nos controlam. O importante é estarmos abertos positivamente ao aprendizado e à adaptação às mudanças constantes do mundo digital.

Em conclusão, é inegável que a tecnologia tem um grande impacto na sociedade atual, contudo, é crucial que todos nós encontremos um equilíbrio na forma como utilizamos a tecnologia e de estarmos muito atentos aos riscos potenciais para podermos minimizá-los.


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Gestor Empresas, Mestre em Marketing pela 'University of Creative Arts', Manager na 'Vasconcelos Lopes, Lda.', Autor do Livro 'MARKETING & INOVAÇÃO NAS AUTARQUIAS'. Iniciou a sua carreira no Retail Business tendo sido o responsável pela concepção, implementação e gestão da primeira rede de supermercados do País (FRAGATA) e tem vindo a colaborar em projectos a instituições desenvolvendo modelos “out of the box” de Gestão e Marketing.

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