A sociologia do ‘culto dos incultos’ é um campo de estudo relativamente recente e ainda pouco conhecido. Nos Estados Unidos, esse campo de estudo ganhou o nome de agnotology. O termo foi proposto pela primeira vez pelo historiador Robert Proctor da Stanford University.
Na perspetiva de Gabriel Ginebra, Consultor e professor da Universidade de Abat Oliba continuamos a viver em tempos difíceis e defende que estamos em combate pela sobrevivência da humanidade.
Para Gabriel Ginera, no seu livro ‘An-Innovative-Approach-for-Dealing-with-People’ (2013) identificar as práticas dos decisores mundiais e seus Estados é um imperativo de sobrevivência para as Sociedades. Precisamos de académicos que sejam divulgadores de informação produzindo artigos com linguagem simples e direta.
Na maior parte das vezes, ser desinformado tem efeitos negativos, tanto para o indivíduo como para a comunidade, pois limita o desenvolvimento pessoal e profissional, faz reduzir as oportunidades e aumenta a vulnerabilidade.
Estimular o pensamento crítico, a criatividade, a diversidade e a cidadania através do diálogo, troca de informações, experiências e opiniões fomenta a tolerância e o desenvolvimento de uma cultura técnica e política responsável geradora de progresso.
É no Social Mídia que a cultura da desinformação mais cresce, promovendo o culto dos incultos. A pandemia veio agravar essa situação evidenciando a crise vivida em sectores como a imprensa. Os fenômenos da desinformação e do negacionismo adquirem maior força pela disponibilidade poderosa de “ferramentas comunicacionais que a tecnologia atual oferece” e que se alastram indiscriminadamente.
Nesse campo, quem ganha destaque é a política manipuladora amplificando barulho nas redes sociais porque, afinal, o principal objetivo é manipular a opinião pública. Esse fenômeno foi estudado por David Dunning, da Universidade de Cornell, descrevendo o efeito ‘Dunning-Kruger’: dar às pessoas pouco qualificadas a sensação e ilusão de que são detentores de conhecimento.
RUSSELL, Bertrand (O valor do conhecimento. Lisboa: Edições 70, 2010), defende a existência de grupos responsáveis por controlar a produção e a disseminação de conhecimento na sociedade e de fazerem a ‘governança da desinformação’ dificultando a divulgação da informação científica.
O autor aponta que repressões disfarçadas e atitudes nocivas de alguns indivíduos sem escrúpulos na política, tais como importunar pessoas, desmerecer pessoas e censurar a liberdade de expressão não permitem consolidar a democracia. Ora, todo o senso de cidadania desmorona-se por interpretação política deturpando os debates e dando ênfase a discussões sem relevância e desacertadas da realidade.
Temos que combater a cultura inculta agregando informação crítica que apele ao sentido crítico e construtivo dos cidadãos.
Artigo em Kriol: https://cidadao.cv/artigo-de-opiniao-o-culto-dos-incultos-2/
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