Peronismo é a denominação do “Movimento Nacional Justicialista” criado e liderado por Juan Domingo Perón, militar e estadista argentino sendo a justiça social a sua principal bandeira.
O peronismo surgiu na Argentina durante a década de 1940 e ficou marcado por uma política populista com ligação direta ao povo e uma agenda social vocacionada às necessidades dos trabalhadores e do povo, homens e mulheres, os ‘descamisados’. (Avelino, 2014)
O movimento peronista ocorre num contexto de enorme mudança gerador de transformações profundas na economia Mundial e na economia da Argentina, altamente exportadora de produtos primários como a carne e cereais. O peronismo promoveu a industrialização incrementando a parcela do PIB argentino e a disponibilidade financeira das classes trabalhadoras.
O programa governativo do peronismo lançou fortes medidas de carácter social, como a segurança social, a assistência médica e o acesso gratuito ao ensino. Foi o peronismo que promoveu o voto feminino, lutou pelo direito ao divórcio numa agenda política claramente progressista.
Ao longo dos anos 40 e 50, as classes trabalhadoras, operariado, a pequena burguesa dos serviços e pequenos negócios, uma classe média em ascensão encontraram no peronismo uma resposta política organizada que atravessava a sociedade argentina da direita à esquerda e da esquerda à direita.
Para entender o sucesso do peronismo, importa acrescentar um facto relevante, a crescente urbanização da argentina. Na política dos governos de Peron, os programas de assistência social e reforço dos direitos dos trabalhadores geram um movimento popular muito emocional, de adesão a este regime.
Ao falar de Peron, falamos obrigatoriamente de Evita – Eva Duarte Peron, a primeira dupla política da história do séc. XX. Nem o casal Kenedy alcançou tamanha popularidade nacional e mundial.
O peronismo é uma história política de dimensão épica em que Juan Peron, Evita e o ‘Povo Argentino’ desenvolveram um caminho governativo que transformou as relações sociais, económicas, políticas e a dimensão emocional da nação argentina. Durante uma década, a sociedade argentina viveu numa constante transformação radical e duradoura.
Ao longo dos tempos, diversos movimentos e partidos políticos argentinos usam a prática e herança do Peronismo para definirem a sua posição política quanto à história e futuro político da argentina. O peronismo não é um periodo histórico que gere consenso quanto à sua valorização. Neiburg (1997) defende que o Peronismo é um fenômeno social e cultural resultante das ações de diferentes agentes sociais numa perpectiva que permite uma estimulante reflexão acerca da relação constitutiva entre “representação da realidade” e “realidade”.
Aos observadores dos nossos dias, se requer distanciamento crítico e reconhecimento das disrupções sociais que o Peronismo causou.
A carta dos Direitos Laborais, o voto Feminino, a atenção à Mulher são um legado fundamental do Peronismo. Ao longo do Peronismo manifestaram-se praticas autoritárias, sempre condenáveis, mas têm que ser enquadradas no contexto histórico da Argentina, da América do Sul e do Mundo.
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