A linguagem possibilita a cada pessoa, na sua comunidade linguística, um modo particular e peculiar de perceber o mundo. A linguagem influencia e é influenciada pelos processos socioculturais e históricos.
Na humanidade existem vários grupos etnolinguísticos o que significa diferentes culturas, valores e formas de pensar e se comportar. Falar um idioma, diferente do idioma nativo, permite conhecer outras culturas, outros modos de pensar e ser. A língua realiza a estrutura e o sistema social e é através dela que um indivíduo assume um lugar na sociedade. Comunicar, fluentemente, noutros idiomas pode ser a chave para o sucesso pessoal e profissional.
Atualmente, as línguas mais faladas são o inglês, mandarim, espanhol, árabe, português e o francês.
Cabo Verde tem o português como língua oficial, que é usada em toda a documentação oficial e administrativa. É também a língua das rádios e televisões e, principalmente, é a língua da educação escolar. No entanto, nas restantes situações de comunicação é feito em crioulo cabo-verdiano (que é a língua quotidiana).
No quadro colonial, onde teoricamente o português deveria ter sido a língua veicular, paradoxalmente, o crioulo foi usado como língua de ensino (catequização de escravos), pelas próprias instituições religiosas portuguesas. De onde se conclui a sua importância, desde muito cedo, no arquipélago de Cabo Verde.
Para o Estado cabo-verdiano e para quem está fora de Cabo Verde, a língua nacional é a língua portuguesa. É a que torna o país integrante da comunidade lusófona. É a que escreve a história do país, a literatura, o cinema, o hino nacional cantado pela população. Em Cabo Verde também são falados outros idiomas como o francês e o inglês. Existe no país uma comunidade de imigrantes senegaleses que fala a língua francesa. Nos últimos anos, formou-se, principalmente na cidade da Praia, uma comunidade de imigrantes nigerianos que fala a língua inglesa.
A Língua cabo-verdiana já é uma disciplina no ensino escolar desde 2023 a partir do 10º ano de escolaridade. Cabo Verde reforça o ensino do português, enquanto língua oficial e língua matricial do sistema educativo, como uma disciplina obrigatória do 1º ao 12º ano. O início do ensino do francês e do inglês em idade mais precoce, como disciplinas obrigatórias do 5º ao 12º ano. O espanhol é introduzido como disciplina opcional no 9º ano e o mandarim continua a ser opcional do 9º ao 12º ano de escolaridade.
O alfabeto da Língua Cabo-verdiana designa-se Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-verdiano, cuja sigla é ALUPEC. ALUPEC é um conjunto de sinais gráficos para a representação uniforme de cada som da língua cabo-verdiana. O Alupec é, até ao presente, a única proposta tecnicamente elaborada para a escrita do crioulo.
Cada povo, cada nação e cada estado necessita de um idioma eficiente para a identificação, consolidação do sentir e do ser nacional. Além disso, a língua é também um factor de desenvolvimento económico tendo em conta o desenvolvimento de capacidades de comunicação com outros povos o que é muito útil nas actividades económicas, como o comércio, o turismo, a indústria, os serviços e a captação de investimento.
A opção dos governos em desenvolver competências de comunicação noutros idiomas funciona como um aumento da capacidade individual e colectiva de Cabo Verde. Nesse sentido, a aprazo, o ensino das línguas estrangeiras é importante para as comunidades linguísticas com quem a economia cabo-verdiana tem maior e melhor relação.
Cada idioma é e faz parte do processo histórico e da evolução de cada sociedade pelo que o esforço, o empenho no ensino da língua natural e de línguas de outras nacionalidades assume um papel estratégico no progresso da comunidade, no caso, da comunidade cabo-verdiana.
Artigo em Kriol: https://cidadao.cv/importansia-de-idiomas/
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