A geopolítica é a arte política que estuda os processos políticos dentro de contextos geográficos. A geopolítica é um campo de conhecimento multidisciplinar. Foi no início do século XX que o termo “geopolítica” foi primeiramente utilizado pelo cientista político Rudolf Kjellén.

Na atualidade, o equilíbrio entre potências dominantes no panorama internacional passa por uma fase de redefinição. A relação de forças entre os Estados Unidos da América, a União Soviética e as potências ‘vencedoras’ tem sofrido várias alterações. Na sequência da globalização política e económica iniciada no final do Sec. XX, as grandes superpotências política, militar e economicamente são os Estados Unidos e a China, no entanto, existem outros estados no Hemisférico Sul e na Ásia que assumem um papel relevante no relacionamento político e civilizacional. O Mundo vive numa ordem cultural, moral e política que não é mais única (MAPFRE Economics, 2024).

Dentro deste conceito (des)ordem mundial identificam-se diversas fontes e factores do exercício dos poderes e interesses políticos, económicos e militares que conduzem a elevada tensão e conflito em zonas críticas do planeta. Falamos do Médio Oriente, do Leste da Europa, de África, do Mar da China (Taiwan) e do Ártico.

Este contexto de instabilidade e incerteza na política internacional ocorre num tempo de catástrofe climática, transição obrigatória do modelo energético, escassez de recursos naturais (água, cereais, metais raros, etc.), o que acentua a conflitualidade no planeta. A guerra na Ucrânia, a guerra no Congo, a instabilidade em vários Países de Africa Central são conflitos que existem pela disputa de recursos naturais. Para além dos recursos naturais, o acesso a rotas comerciais é muito relevante conduzindo a disputas político-militares. É o caso do conflito no Mar Vermelho e no Mediterrâneo Oriental.

A dimensão do combate civilizacional e a percepção de prejuízos históricos das novas nações e novos estados (face ao poder dominante desde meados da Revolução Industrial), Estados Unidos da América e o Ocidente, têm alimentado as disputas e divergências entre os blocos políticos existentes e em formação.

O diálogo entre o Ocidente e blocos políticos (de maior ou menor unidade interna), é muito exigente o que implica uma enorme habilidade e ponderação aos líderes do conjunto de Estados, e não apenas as habituais potências dominantes (Estados Unidos, Rússia, China), que têm a responsabilidade de estabelecer consensos mesmo que mínimos para a salvaguarda do planeta.

Em conclusão, um futuro digno para a população mundial passa por um entendimento entre vários estados uma lógica multipolar em que todos os líderes mundiais terão de acabar com o egoísmo nacional e perceber a responsabilidade comum pelo futuro da civilização humana.


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Gestor Empresas, Mestre em Marketing pela 'University of Creative Arts', Manager na 'Vasconcelos Lopes, Lda.', Autor do Livro 'MARKETING & INOVAÇÃO NAS AUTARQUIAS'. Iniciou a sua carreira no Retail Business tendo sido o responsável pela concepção, implementação e gestão da primeira rede de supermercados do País (FRAGATA) e tem vindo a colaborar em projectos a instituições desenvolvendo modelos “out of the box” de Gestão e Marketing.

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