António Guterres foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 1995 e 2002 e Secretário-Geral do Partido Socialista entre 1992 e 2002 e na ONU assumiu funções de secretário-geral das Nações Unidas no dia 1 de janeiro de 2017, sendo a nona pessoa a ocupar este cargo. António Guterres, nasceu em Lisboa a 30 de abril de 1949 e tem raízes familiares na aldeia das Donas, concelho do Fundão.
O secretário-geral da ONU António Guterres lançou um novo e urgente pedido de paz, apresentando suas prioridades para 2024 na Assembleia Geral, num contexto de profundo caos no mundo, afirmando que os acontecimentos em Gaza deixam “uma ferida purulenta” na consciência coletiva e ameaçam toda a região do Oriente Médio.
Guterres denunciou a intensa destruição de Gaza, a que acresce um elevado número de mortos, numa escala sem paralelo desde que assumiu a liderança das Nações Unidas, em 2017. Lamentou o fato do Conselho de Segurança da ONU não ter conseguido responder adequadamente ao conflito entre Israel e o movimento Hamas em Gaza e à invasão da Rússia na Ucrânia. Guterres tem exigido sistematicamente um “cessar-fogo humanitário imediato” na Faixa de Gaza e a libertação de todos os reféns retidos pelo Hamas.
O líder da ONU destacou a necessidade urgente de reformas no Conselho de Segurança e no sistema económico e financeiro internacional. O secretário-geral considera que as “fissuras geopolíticas” têm bloqueado o Conselho de Segurança. A situação atual está-se a tornar mais grave e perigosa perante os discurso de ódio, discriminação e extremismo entre as comunidades tornando os trabalhos de pacificação quase impossíveis.
António Guterres tem sido uma constante voz a favor de uma reforma do Conselho de Segurança. Defende a inclusão no Conselho de Segurança de países emergentes como a Índia, África do Sul e Brasil no grupo dos membros permanentes deste órgão central da ONU.
Guterres denuncia um clima de antissemitismo, fanatismo anti-muçulmano, perseguição de comunidades cristãs minoritárias e outras formas de descriminação e racismo. Este clima de intolerância, tem sido potencializado pela revolução digital que, atendendo à sua imaturidade, permite usos agressivos desta ferramenta de comunicação.
Apesar do esforço das Nações Unidas em investimentos de carácter social e de defesa dos direitos individuais, não têm sido suficiente para o combate eficiente à informação tóxica e à manipulação de conteúdos. Além disso, Guterres tem defendido a publicação de um código de conduta para integridade da informação no intuito de ajudar os decisores a tornar o espaço digital mais inclusivo e mais seguro para todos.
No que toca à crise climática, António Guterres e as agências especializadas do ONU alertam que a era dos combustíveis fósseis está no final sendo inevitável a transição energética. Guterres afirma que é necessário agir imediatamente para garantir que o processo seja justo para toda a população e para o planeta, além de rápido o suficiente para evitar uma catástrofe climática total.
António Guterres tem um trabalho difícil. É um político de classe mundial muito experiente com padrões morais elevados que não deixa de negociar constantemente com todos os interlocutores independentemente do regime político de cada interlocutor.
Na nova ordem mundial em desenho, cheia de incertezas e contradições, o secretário geral da ONU e a sua equipa, estão “condenados” a insistir no diálogo, na comunicação construtiva para ganhar dias de paz e compromissos de desenvolvimento económico e social que enfrentem este quadro de trabalhos (im)possíveis mas vitais.
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