O Canal de Suez é uma ligação entre os mares Mediterrâneo e Vermelho localizado no Egito, mais precisamente na Península do Sinai, região de ligação entre o Norte da África e o Oriente Médio. Foi construído com o objetivo de interligar por via marítima os continentes europeu e asiático.
O sonho de ligar o Mar Vermelho ao Mediterrâneo já vem dos tempos do antigo Egipto. A solução encontrada na época foi a ligação do Mar Vermelho ao rio Nilo.
O Canal do Suez é considerado o primeiro canal artificial a ser utilizado nos trajetos marítimos comerciais e de viagens, inaugurado na segunda metade do século XIX e constitui uma das rotas intercontinentais mais utilizadas. O canal tem mais de 193 km de extensão, 205 a 225 metros de largura (a 11 metros de profundidade) e 24 metros de profundidade. Divide o Egito africano e a Península do Sinai, que lhe pertence.
O canal de Suez permite a viagem marítima entre a Europa e a Ásia Meridional de forma directa, evitando a circulação de toda a costa africana, entre o Indico e o Atlântico, reduzindo a distância da viagem marítima em cerca de 7 mil quilômetros.
Na história, rica e conturbada do Canal do Suez, destaca-se:
O Canal do Suez tem uma história em que o seu alargamento é revelador da sua continua importância e centralidade na economia global, apesar das ameaças da instabilidade no Mar Vermelho como consequência de diversos conflitos nacionais e internacionais. Derivado a essas instabilidades, o volume de comércio através do pelo Canal de Suez caiu 50% nos dois primeiros meses deste ano.
A Crise no Mar Vermelho implicou o agravamento de 400% dos preços de transporte o que impacta no crescimento económico global.
A importância do canal Suez é evidente a partir de alguns dados:
(Fonte: Autoridade do Canal do Suez e Lloyd’s List Intelligence)
A instabilidade no Canal do Suez é uma evidência, obrigando a um patrulhamento militar, de cariz internacional, nas vias de navegação na zona. Esta preocupação é reforçada pelo facto de um grande número de companhias de navegação ter reduzido ou suspenso as suas operações na região, optando por utilizar rotas alternativas (como a que contorna o continente africano a sul, ao longo do Cabo da Boa Esperança implicando mais 10 dias de travessia).
Este contexto de risco na circulação na região, afeta, não apenas o Egipto, mas toda economia mundial com destaque para a economia europeia que vive dias de pressão económica, política e social.
Em Junho ocorrem as eleições para o Parlamento Europeu e o resultado destas eleições terá fortes consequências na política europeia e no “jogo político internacional“, com efeitos na navegação no Canal do Suez. É importante acompanhar e acreditar na normalização do Mediterrâneo Oriental.
Artigo em Kriol: https://cidadao.cv/artigo-de-opiniao-kanal-de-suez-um-porta-pa-mund/
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