No século XXI, emergiu uma, outra, força dominante na economia global, o conhecimento.
O conhecimento é a capacidade humana de entender, apreender e compreender a vida e as suas diversas manifestações e também de não compreender, gerando a inquietação sistemática, perseguindo a sua demanda pelo conhecimento. Desde as pinturas rupestres das Grutas de Altamira até a arte contemporânea, o conhecimento, acompanhado de inquietação, revelação, criou e desenvolveu sistemas de representação e comunicação.
Procurar e atualizar o conhecimento é importante para agir eficientemente, focados nos objetivos. Na base do conhecimento está a experiencia individual, e o filosofo grego Sócrates, dizia, e bem, “conhece-te a ti mesmo”, como ponto de partida no processo de geração do conhecer.
O conhecimento estrutura-se de forma complexa e alguns autores, como Piaget argumenta que o desenvolvimento vem antes da aprendizagem, já Vygotsky acredita de outra forma, que primeiro vem a aprendizagem e depois o desenvolvimento. Para Piaget o desenvolvimento intelectual vem dos atos biológicos que são adaptados ao meio físico e organizados ao meio ambiente, mantendo um equilíbrio. Piaget afirma que o desenvolvimento intelectual age do mesmo modo que o desenvolvimento biológico. (WADSWORTH, 1996).
Na visão de Paulo Freire (1967), a educação é a única maneira do povo obter uma consciência crítica e participar da sociedade, e ainda faz menção que o educando através de suas experiências e vivências pode construir um conhecimento novo. Para Freire não existe ensinar sem aprender. (FREIRE, 1995, p. 19).
Ao longo da história da humanidade, podemos distinguir quatro tipos de conhecimento: Empírico, Científico, Filosófico e Teológico:
Na atualidade, estamos na chamada era da “Economia do Conhecimento” que representa uma mudança paradigmática na maneira como a riqueza é criada onde o conhecimento é um ativo valioso de forte impacto na sociedade e economia.
O conceito de Economia do Conhecimento foi inicialmente utilizado por Peter Drucker face ao factor disruptivo do conhecimento científico e organizacional nos processos e modos de produção. Na Economia do Conhecimento existe um sistema de eixos que parte da técnica de trabalho intelectual começando na obtenção de dados, na geração de informação e finalmente na produção de conhecimento crítico para as boas tomadas de decisão.
Diferentemente das economias baseadas em recursos naturais ou trabalho físico, a Economia do Conhecimento valoriza a capacidade das pessoas de adquirir, criar e compartilhar conhecimento como fonte de inovação, produtividade e crescimento. Uma das características distintivas da Economia do Conhecimento é a rápida evolução tecnológica, que tem proporcionado o acesso quase ilimitado à informação e a possibilidade de disseminar conhecimento de forma global.
A internet e as tecnologias digitais são os principais impulsionadores da nova economia, permitindo a conexão entre pessoas, empresas e instituições numa escala sem precedentes. O conhecimento é um recurso económico estratégico, um factor qualificador para a competitividade. A conectividade global acelera o relacionamento e interação entre indivíduos e grupos possibilitando uma nova cadeia de valor.
Para Adam Smith, autor, entre outros de “A Riqueza das Nações”, o conhecimento foi sempre importante mas hoje é central e nuclear para o desenvolvimento dentro dum quadro global de enorme competitividade e circulação da informação.
Artigo em Kriol: https://cidadao.cv/konhesimente/
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